terça-feira, 23 de novembro de 2010

Certo e Incerto

É tudo tão certo e incerto ao mesmo tempo. Por mais escolhas, mais decisões, ou por mais tentativas de tomar caminhos diferentes, tudo foi e é em vão. Não posso dizer que tive toda a certeza naquilo que dizia ou sentia mas que marcou, isso marcou. São as pequenas mas ao mesmo tempo as melhores coisas da vida. É em vão tentar sem ti. Tudo fez sentido, tudo aquilo que me fazia desesperar e sentir-me vazia, sem algo ou alguém que realmente me desse tudo aquilo que eu precisava. Não são palavras que o definem, são sim as atitudes. Mas a maneira como escrevo para ti, é diferente de tudo o resto que escrevo. Não só por seres tudo, mas por seres quem és e como és. Não existe ainda uma fórmula para tentar curar tudo o que nos faz, tudo o que fazemos por ele e tudo o que éramos capazes de fazer. Tudo isto por uma pessoa que completa tudo o que em mim existe. Com o tempo vou aprendendo cada vez mais e, é à medida que o tempo passa que vou dando mais valor a vida. Temos que respeitar os outros, respeitar as suas decisões. Torna-se difícil sermos respeitados, mas com isso já aprendi a viver. Comecei por aprender a viver com tudo aquilo que era bem difícil, todos os obstáculos que me impediam de continuar não foram desculpa para desistir. Se não for eu a lutar pelo que quero e pela minha felicidade mais ninguém vai fazer isso por mim. Quero seguir todos os meus sonhos contigo a meu lado se isso for possível. O amor também faz parte dos meus sonhos. Os “para sempre” não existem. Existem etapas, espaços de tempos, momentos, tudo o que queria era que fosses toda esta minha etapa, todo este espaço de tempo, todos os momentos que vivo diariamente. Amo-te realmente. E não existe nada nem ninguém que consiga destruir o que eu sinto por ti. "You are my life now!"
Ana Sofia Viegas

Voltei a Sorrir

Voltei a sorrir. Trouxeste contigo o sentido que eu procurava. Não me apercebi. Deixei-me levar pelo teu sorriso e pelas coisas mais simples que em ti havia, simples mas lindas, perfeitas, fascinantes. Quando acontece algo que ninguém consegue explicar, que as palavras não chegam para descrever o que está a acontecer. É algo onde apenas as atitudes contam. Um gesto, um mimo, um beijo, um olhar retribuído, um toque, tudo o que acontece quando não há planos para nada e apenas nos deixamos levar por algo que nos guia, há sempre algo que nos guia. Os planos nunca resultam realmente e como podemos viver livres se tivermos hora, local, tudo marcado, como poderemos desfrutar de tudo o que acontece sem ser planeado. Não foste um plano, não foste previsto. Foste um imprevisto, um alguém, esse alguém que me mostrou o sentido e me guiou. Foi o sinal que me disse que a partir daquele momento nada seria igual pois tu entraste na minha vida com esse teu jeito único, com esse teu ar misterioso que me conseguiu quase enlouquecer, mas tudo em ti me atraiu, deixei de perceber o que era o amor logo após teres aparecido na minha vida. Não sei se alguma vez percebi o que era amar alguém, o que era desejar alguém a cada minuto que passasse, o que era ficar realmente corada sem querer, o bater do meu coração mal te via chegar. Deixei de perceber algo que realmente nunca tinha percebido. Amar e ser amado. Desejar e ser desejado. Querer e saber que tu também me querias. Isto foi algo que simplesmente me dominou desde a alma ao coração, da ponta dos cabelos até aos pés, de planos a algo não planeado. Tudo aconteceu assim, um imprevisto que chegou e me marcou para toda a vida. Não vou dizer o nunca. O amanhã não se saberá, pode ser ou não ser um para sempre. Mas que será para a vida isso sim, vou estar contigo quando mais e menos precisares, e tu vais estar comigo, no meu coração vai haver “sempre”lugar para ti, ninguém conseguiria ocupar o teu lugar no meu coração, e ser melhor do que tu. Nós. Apenas eu e tu. O meu maior sonho é passar a minha vida toda contigo, é ficarmos sempre juntos de uma maneira ou de outra.

Ana Sofia Cadete Viegas

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Amor Eterno

Sabes, por vezes, damos conta que o nosso passado está demasiado presente, e por estranho que pareça eu sinto-o. Cada vez vai ficando mais e mais forte até que vai chegar o dia em que acabarão todas as dúvidas e todas as memórias, todas não, quase todas. Há umas que nem vale a pena tentar tirar de cá de dentro. Sempre disse às pessoas para seguirem com a vida e esquecerem as coisas do passado, mas por que raio eu não consigo seguir em frente? Por que raio tenho eu de ficar aqui presa ao passado, presa a ti? Tu vens e vais como um pássaro, voas como quem anda, ficas como quem mora e, quando partes, nunca dizes adeus. Penso sempre que é a última vez, mas depois há uma força que te faz voltar, e a cada regresso trazes-me mais conforto, mais paz, mais sabedoria, mas, desta vez o teu regresso veio de uma maneira diferente. Já não somos os mesmos, já não temos as mesmas vontades, os mesmos pensamentos, as mesmas conversas nem as mesmas atitudes de há uns meses atrás quando seguimos caminhos diferentes ou até mesmo quando estávamos melhor que nunca.
Sempre soube que o amor como todas as outras coisas só se completa com a amizade, daí que tu sempre tenhas sido a base de tudo. Eras o tema das minhas conversas, o tema dos meus maus humores ou dos meus ataques repentinos de gargalhadas ou até mesmo de histerismo, eras o meu quotidiano. Admito que era uma fanática por ti. Aquilo que sentia ultrapassava todas as barreiras do que havia sentido por alguém. Foste o meu primeiro verdadeiro amor e isso ninguém pode mudar. Tantas vezes que me apetecia gritar-te bem alto para me ouvires e dizer-te
«anda dai, vem sentar-te na lua comigo» mas nunca o fiz, nunca fiz tanta coisa por medo mas a verdade é que sempre cuidaste do meu coração melhor do que ninguém, mesmo sem o saberes e por ti, por tudo o que me ensinaste, por tudo o que já vivemos - ainda que em sonhos - por tudo o que aprendi a ser contigo, por ti, eu apanhava as estrelas que fossem precisas. Agora já não consigo dizer que te amo com tudo o que tenho ou que és não só uma parte de mim como todo o meu ser. Agora és apenas tu, mais uma das pessoas que convive comigo, que partilha o dia-a-dia comigo e que ama chatear-me como sempre. Mas agora és só tu. Já não sei se há hipóteses de haver um tal «nós» entre nós. Porque tu e eu somos como os humanos com o fogo. Se estás perto aqueces-te mas se te chegas perto de mais queimas-te. Sempre fomos assim. A base da nossa relação/amizade é assim e sempre será porque quando estamos bem, picamos, picamos até que dá faísca mesmo a serio e depois amuamos, voltamos a ficar bem, picamos, picamos, faísca e ficamos chateados, depois voltamos a ficar bem, faísca, faísca… muita das vezes somos mesmo até como dois isótopos radioactivos. Separados estamos bem mas se nos juntarmos demasiado dá-se uma explosão nuclear. Será assim até quando? Acho que sempre. Fomos feitos para ter aquela relação amor/ódio simultaneamente e vai ser assim até ao fim dos nossos dias. E quando não te sentir por perto, quando te sentir demasiado longe de mim, vou gritar por ti até não ter mais forças porque podes nem sempre ter tempo para mim, mas sei que posso contar contigo e, que, num momento de crise, estarás ao meu lado, que voltarás sempre, porque se a vida é um eterno regresso a casa, a amizade é um amor eterno.


Andreia Palma