sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Daddy revolta

Queria poder falar, queria conseguir exprimir tudo o que sinto, em relação a nós. Um “nós” que está ausente, constantemente ausente, um “nós” que deveria fazer parte do meu dia-a-dia, mas não faz. "Nem tudo é como queremos", por mais iludida que alguma vez tenha ficado, pensado que nós os dois seria para sempre, hoje sinto-me desiludida comigo mesma por algum dia ter pensado que tu depois de todos os erros que cometeste e do quanto me magoaste, valias a pena... Não vale a pena lutar, tentar ligar-me outra vez a ti sei que nunca mais nada poderia ser a mesma coisa, sei que todos os laços que nos unem é como se não nos unissem, é como se eu e tu nunca tenhamos passado de desconhecidos, só restam apenas memórias. Podíamos ir pelo caminho mais fácil, mas tu optas sempre pelo mais difícil. Admito que me levas a extremos e por mais que sofra com toda esta situação, não vou fazer nada para melhorar! O adulto aqui, és tu, e eu tenho todo o direito de não querer da maneira que tu queres. Juro-te, um dia vais-te arrepender! Um dia eu não conseguirei sequer olhar para a tua cara, não encontro palavras para descrever o que sinto, para te descrever quão grande é a revolta que sinto dentro de mim. Tudo isto se vai acumulando, e eu vou tentando viver com tudo o que tu me fazes mas principalmente com tudo o que NÃO me fazes. Por vezes necessito de me exprimir por mais difícil que seja arranjar palavras para descrever o que sinto em relação a ti. Tudo tem sido difícil, mas eu, não vou vacilar. Fica com quem te faz feliz agora, pois quem te fez feliz uma vida inteira, nunca se irá esquecer da tua traição. És a pior dor que pode existir dentro de mim. Não me irei esquecer, nunca mais, nunca mais me voltes a chamar filha. Odeio-te mais do que alguma vez odiei alguém. Hoje li algo assim «Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar» não contes comigo para fazer parte da tua vida, a mim não me tens, a mim perdeste por mais “ligados” que possamos sempre estar, perdeste-me.
Sofia - 10ºF

Mar é meu

Mar de ti
Mar de morte
Levaste minha alma
e trouxeste meu sofrer

Morri naquela praia
Onde por ti saudei e chorei
Pedindo que voltasses
Só meu coração
Sabe meu sofrer
Minha alma pede o amanhã
Como se fosse viver
Peço-te
Oh mar de sofrimento
Leva-me a mim
Deixa minha amante em terra
Oh mar, oh mar...
Morrendo
Vendo-te lutar
Pelo teu perdido viver
Enquanto cada tábua
Partia-se como meu ser
Vendo esse sangue
Tranparente e sedento de ódio
Esse sangue por ti engolido
Salgado e chorado
Foi aí que morri
Mar é meu ser
Mar é meu Sofrer
Mar é minha morte
Acabando com teu nascer

Samuel Camacho - 10ºF

HORIZONTE

O horizonte acaba,
Onde o homem quiser,
Sonhar ou viver
Entre a estrada
O céu
Onde terra é batida
E no impossivel as nuvens
E caminhando,
Quanto mais anda
mais longe ficará
Quanto mais desiste
mais a alcançará
Mas um dia
O homem há-de entender
Que ao horizonte,
Não se chega caminhando
Mas sim nos sonhos
Sonhando, sonhando...

Samuel - 10ºF

Flor de Estufa

Flor de estufa
Flor de estufa
É encanto
É felicidade
Crescida em pranto
Flor de estufa
Insignificante
Mas precisa
Flor de amor
Oferecida
De mão em mão
De amante e amada
Apanhada e sagrada
Flor do futuro
Desfolhada
Nua e desterrada
Pétalas de sim e não
Para a resposta
Indecisa e precisa
Flor, minha flor
De estufa ou de pranto
Retirada, colhida, arrancada
Falecida
Abrindo  um novo nascer

Samuel-10ºF

A Lua

A Lua sabe lá
Ai! Se a lua soubesse
Se a lua visse
Se a lua amasse
O quanto a olhei
Desejando que voltasses
Para me amar
O quanto desejei
Pedindo
Quando me matasses
Com  facas de saudade
Cravadas, sangrentas e silenciosas
No fundo do meu ser, do meu coração
que te lembrasses
Enquanto jazia
De mim
Ai! Se a lua soubesse
Que todas as noites
Mesmo que tu não me ames
Sentia sempre o teu amor
A lua,
A lua parva e tonta
Sabendo que a olhavas
Não sabia dizer
Por mim, assim
AMO-TE...
          
Samuel  Camacho                              

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Diário de um Cidadão

Diário de um Cidadão
Data: Actualidade

Serei eu aquilo que mostro às pessoas, ou serei outro que ignora tudo e todos para chegar ao topo, desde deuses a amigos, família ou inimigos?
Sim, sou este outro, pois na sociedade em que vivemos talvez por influências dela aprendi que em ninguém se pode confiar. Aprendi que os deveria guardar, os “segredos da Alma”, tão importantes que só os confio a mim e não exponho a ninguém. Não são segredos com consequências de castigos ou outras minorias, são aqueles que destroem uma vida.
     O eu que mostro às pessoas é como se fosse uma máscara. Quando saio de casa formata-se o que há em mim e sou simplesmente mais um amigo, mais um estudante e mais uma pessoa. É um eu muito bom, que se porta bem nas aulas e faz os deveres todos, pois sabe que as outras pessoas o aceitam assim, é como se fosse uma balança entre o bem e o mal. Mas quando chega ao ponto de se fazer uma escolha de vida entra definitivamente esse outro Eu, talvez mau, mas é Ele que vai construir uma vida pois obtém as qualidades, os valores e o desejo de chegar ao cimo.
     Quando sou o Eu, não se atrevam a obstruir o meu caminho, pois acabo com tudo e todos para ser o “senhor do topo”. Já começo a ficar farto de fingir ser outra pessoa que não sou, quero libertar-me e ser esse Eu. Quero que as pessoas me conheçam finalmente, mas, ao conhecerem-me, podem logo perder-me, pois digo e sou egocêntrico. Não conheço tais coisas como lealdade e justiça, muito menos amor. É o amor que destrói grande parte de sonhos e futuros por cedermos a pecados insignificantes só por causa de hormonas…

Samuel Camacho