Queria poder falar, queria conseguir exprimir tudo o que sinto, em relação a nós. Um “nós” que está ausente, constantemente ausente, um “nós” que deveria fazer parte do meu dia-a-dia, mas não faz. "Nem tudo é como queremos", por mais iludida que alguma vez tenha ficado, pensado que nós os dois seria para sempre, hoje sinto-me desiludida comigo mesma por algum dia ter pensado que tu depois de todos os erros que cometeste e do quanto me magoaste, valias a pena... Não vale a pena lutar, tentar ligar-me outra vez a ti sei que nunca mais nada poderia ser a mesma coisa, sei que todos os laços que nos unem é como se não nos unissem, é como se eu e tu nunca tenhamos passado de desconhecidos, só restam apenas memórias. Podíamos ir pelo caminho mais fácil, mas tu optas sempre pelo mais difícil. Admito que me levas a extremos e por mais que sofra com toda esta situação, não vou fazer nada para melhorar! O adulto aqui, és tu, e eu tenho todo o direito de não querer da maneira que tu queres. Juro-te, um dia vais-te arrepender! Um dia eu não conseguirei sequer olhar para a tua cara, não encontro palavras para descrever o que sinto, para te descrever quão grande é a revolta que sinto dentro de mim. Tudo isto se vai acumulando, e eu vou tentando viver com tudo o que tu me fazes mas principalmente com tudo o que NÃO me fazes. Por vezes necessito de me exprimir por mais difícil que seja arranjar palavras para descrever o que sinto em relação a ti. Tudo tem sido difícil, mas eu, não vou vacilar. Fica com quem te faz feliz agora, pois quem te fez feliz uma vida inteira, nunca se irá esquecer da tua traição. És a pior dor que pode existir dentro de mim. Não me irei esquecer, nunca mais, nunca mais me voltes a chamar filha. Odeio-te mais do que alguma vez odiei alguém. Hoje li algo assim «Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar» não contes comigo para fazer parte da tua vida, a mim não me tens, a mim perdeste por mais “ligados” que possamos sempre estar, perdeste-me.
Sofia - 10ºF