segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Diário de um Cidadão

Diário de um Cidadão
Data: Actualidade

Serei eu aquilo que mostro às pessoas, ou serei outro que ignora tudo e todos para chegar ao topo, desde deuses a amigos, família ou inimigos?
Sim, sou este outro, pois na sociedade em que vivemos talvez por influências dela aprendi que em ninguém se pode confiar. Aprendi que os deveria guardar, os “segredos da Alma”, tão importantes que só os confio a mim e não exponho a ninguém. Não são segredos com consequências de castigos ou outras minorias, são aqueles que destroem uma vida.
     O eu que mostro às pessoas é como se fosse uma máscara. Quando saio de casa formata-se o que há em mim e sou simplesmente mais um amigo, mais um estudante e mais uma pessoa. É um eu muito bom, que se porta bem nas aulas e faz os deveres todos, pois sabe que as outras pessoas o aceitam assim, é como se fosse uma balança entre o bem e o mal. Mas quando chega ao ponto de se fazer uma escolha de vida entra definitivamente esse outro Eu, talvez mau, mas é Ele que vai construir uma vida pois obtém as qualidades, os valores e o desejo de chegar ao cimo.
     Quando sou o Eu, não se atrevam a obstruir o meu caminho, pois acabo com tudo e todos para ser o “senhor do topo”. Já começo a ficar farto de fingir ser outra pessoa que não sou, quero libertar-me e ser esse Eu. Quero que as pessoas me conheçam finalmente, mas, ao conhecerem-me, podem logo perder-me, pois digo e sou egocêntrico. Não conheço tais coisas como lealdade e justiça, muito menos amor. É o amor que destrói grande parte de sonhos e futuros por cedermos a pecados insignificantes só por causa de hormonas…

Samuel Camacho

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